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Aferição de gotas e calibração de vazão de UBV

Por Equipe técnica Maxmaq· Atualizado em

Por que medir a gota

No UBV, o tamanho da gota decide se o inseticida chega ao mosquito. Gota grande cai antes de alcançar o Aedes em voo. Gota muito pequena se perde com o vento. Por isso o Ministério da Saúde fixa uma faixa para o inseticida Cielo-ULV.

A Nota Técnica 1/2020-CGARB pede que cerca de 80% das gotas fiquem entre 15 e 20 µm, com verificação bimestral do equipamento. Esse número vale para o produto e o equipamento em uso, não para qualquer combinação.

Equipamento com bico gasto, bomba fora de vazão ou soprador cansado deixa a faixa sem que o operador perceba. A aferição transforma a impressão em medida. Para entender o conceito, veja também a calibração e a aferição na prática.

Como medimos

A aferição tem duas partes: gota e vazão.

Tamanho de gota. Medimos o espectro com sonda de anemometria de fio quente, técnica descrita no Technical Information Memorandum 13, das Forças Armadas dos EUA. O resultado traz o DMV e a proporção de gotas dentro da faixa.

Vazão. Medimos o volume de calda que sai do equipamento em um tempo fixo, com proveta graduada e cronômetro, como no procedimento de calibração da Innovation to Impact. Comparamos o valor com a vazão da nota técnica: 70 a 75 mL/min no veicular e 16 a 20 mL/min no portátil.

Se o equipamento está fora da faixa, ajustamos bico, pressão e bomba e medimos de novo. Se a causa é peça gasta, indicamos a troca na manutenção de equipamentos.

Quando aferir

  • No início da temporada de arboviroses, antes do primeiro bloqueio.
  • A cada 50 a 100 horas de operação, conforme o memorando técnico citado acima.
  • Depois de um mês ou mais com o equipamento parado.
  • Depois de trocar bico, bomba, soprador ou motor.
  • A cada dois meses, na verificação bimestral do Ministério da Saúde.

O que o laudo traz

Cada equipamento recebe um laudo próprio, que serve de registro para o fiscal do contrato e para a prestação de contas. O laudo reúne:

  • identificação do equipamento (modelo e número de série);
  • data da medição e condição de operação;
  • DMV medido e proporção de gotas na faixa de 15 a 20 µm;
  • vazão medida e vazão de referência;
  • ajustes feitos e resultado final.

A aferição é feita com instrumento próprio e procedimento descrito. Ela fornece o registro técnico do equipamento. Não substitui laudo de laboratório quando o edital o exigir.

Como contratar

Para órgãos públicos, o serviço se enquadra no CATSER 14427 (aferição, calibração e medição de equipamentos). Pode ser contratado de forma avulsa, por equipamento, ou como item do contrato de manutenção preventiva e corretiva.

Quem prepara a frota para a temporada encontra a aferição dentro do serviço de controle do Aedes aegypti. Os documentos e códigos de catálogo da Maxmaq estão em Compras públicas.

Perguntas frequentes

Qual o tamanho ideal de gota no UBV?

Para o inseticida Cielo-ULV, o Ministério da Saúde indica cerca de 80% das gotas entre 15 e 20 µm. Gota maior cai antes de atingir o mosquito. Gota menor se dispersa e pode ser levada pelo vento. Essa é a faixa da Nota Técnica 1/2020.

O que é DMV?

DMV é o diâmetro mediano volumétrico. É o tamanho que divide o volume aplicado em duas metades: metade do líquido está em gotas menores que o DMV e metade em gotas maiores. Serve para comparar equipamentos e conferir a regulagem.

Com que frequência aferir?

O Ministério da Saúde pede verificação bimestral. Na prática, convém aferir também no início da temporada, a cada 50 a 100 horas de uso e depois de um mês com o equipamento parado.

Qual CATSER usar para aferição?

O código CATSER 14427, que cobre aferição, calibração e medição de equipamentos. Ele serve para contratar a aferição avulsa ou como item do contrato de manutenção, conforme o termo de referência do órgão.

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