Doenças causadas por micro-organismos

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Presentes em todos os ambientes e superfícies não estéreis, os micro-organismos são seres invisíveis a olho nu, que podem fazer mal à nossa saúde provocando doenças greves e até letais.

Conheça mais sobre as doenças infecciosas e saiba como preveni-las.

Panorama geral das doenças provocadas por micro-organismos

As doenças infecciosas são os distúrbios causados ​​por micro-organismos – como bactérias, vírus e fungos – e algumas figuram entre as 10 principais causas de mortes no mundo. A princípio, muitos desses organismos vivem no corpo humano, e em condições normais, são inofensivos ou até úteis, mas sob certas condições, alguns organismos podem ser bastante prejudiciais.

Ao passo que alguns desses males infecciosos podem ser transmitidos de pessoa para pessoa, outros, são transmitidas por insetos ou outros animais. Ainda, existem aqueles transmitidos pelo consumo de água ou alimentos contaminados, e até por exposição ambiental.

Com efeito, infecções leves podem responder a repouso e cuidados caseiros, em contraste com outras que possuem alto potencial de gravidade, e colocam a vida em risco carecendo de hospitalização para adequado tratamento.

E existem ainda, doenças causadas por micro-organismos, como o sarampo e a catapora, que podem ser prevenidas por vacinas

Vamos falar mais sobre isso.

Para começar, alguns conceitos relevantes 

Primeiramente, é interessante saber que um patógeno é um micro-organismo com potencial para causar doenças. Infecção é a invasão e multiplicação de micróbios patogênicos em um indivíduo ou população. Já o termo doença é quando a infecção causa danos às funções ou sistemas vitais do indivíduo.

Para causar uma infecção, os micro-organismos devem entrar no organismo, mesmo que superficialmente, como na pele. A saber, o local em que eles entram é conhecido como porta de entrada.

As principais portas de entrada são:

  • Trato respiratório (boca e nariz), por exemplo, vírus influenza que causa a gripe.
  • Trato gastrointestinal (boca), por exemplo, Salmonella sp. que causa salmonelose.
  • Trato urogenital, por exemplo, Escherichia coli, que causa cistite.
  • Quebras na superfície da pele, por exemplo, Clostridium tetani, que causa o tétano.

Veja também: Lucas cirúrgicas e luvas de procedimentos: quando utilizar cada uma delas? 

Doenças causadas por bactérias

Algumas espécies de bactérias são responsáveis por causar doenças conhecidas. Veja a seguir alguns exemplos, seus agentes causadores, principais sinais e sintomas, formas de tratamento e prevenção:

  • Leptospirose – causada pela Leptospira interrogans.

Trata-se de uma infecção potencialmente séria, transmitida através do contato com a terra e a água contaminadas. Além disso, também ocorre em muitos animais domésticos e selvagens, incluindo ratos e cães, os quais atuam como portadores e transmitem as bactérias em sua urina. 

Em resumo, a doença ocorre em duas fases. Na primeira, que acontece de cinco a catorze dias após a infecção, há surgimento de febre, dor de cabeça, dor de garganta, dores musculares intensas nas panturrilhas e na costas, e calafrios. A maior parte das pessoas se recupera em cerca de sete dias.

Na segunda fase, os sintomas reaparecem após alguns dias, como resultado da inflamação causada pelo sistema imunológico à medida que elimina a bactéria do corpo. Então, a febre retorna e se iniciam sintomas de meningite, rigidez no pescoço e dor de cabeça. Se a leptospirose ocorrer durante a gravidez, o risco de aborto espontâneo aumenta.

O tratamento geralmente é feito com antibióticos sob acompanhamento médico. 

Infelizmente, não existem vacinas para prevenir a doença. As medidas preventivas incluem saneamento básico, controle de roedores, educação para que a população evite o contato com água ou lama de enchentes e higiene adequada de reservatórios de água.

  • Hanseníase – causada pela Mycobacterium leprae.

Com certeza é uma das doenças mais antigas da humanidade, que devido à sua elevada carga permanece como um importante problema de saúde pública no Brasil. Seu agente etiológico tem a capacidade de infectar grande número de indivíduos, e atinge principalmente a pele e os nervos periféricos com capacidade de ocasionar lesões neurais, e conferindo à doença um alto poder incapacitante.

Os sinais e sintomas mais frequentes são manchas esbranquiçadas, avermelhadas ou amarronzadas, em qualquer parte do corpo, com perda ou alteração de sensibilidade térmica (ao calor e frio), tátil (ao tato) e à dor, que podem estar principalmente nas extremidades das mãos e dos pés, na face, nas orelhas, no tronco, nas nádegas e nas pernas. 

O tratamento é feito sob indicação e acompanhamento médico e deve ser iniciado o quanto antes, pois os antibióticos podem deter a progressão da doença e evitar a transmissão.

Por consequência, o diagnóstico precoce, o tratamento e a investigação de pessoas que convivem ou conviveram, de forma prolongada, com pessoas diagnosticadas também são importantes na prevenção.

  • Meningite bacteriana – causada por vários tipos de bactérias.

A meningite é a inflamação das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Trata-se de uma síndrome na qual o quadro clínico é grave, por isso é importante procurar atendimento médico o mais rápido possível. 

Os sintomas incluem início súbito de febre, dor de cabeça e rigidez do pescoço. Da mesma forma, podem ocorrer outros sintomas, como mal estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz), confusão mental, e com o passar do tempo, alguns sintomas mais graves podem aparecer, como convulsões, delírio, tremores e coma.

A transmissão é principalmente de pessoa a pessoa, por meio das vias respiratórias, por gotículas e secreções das vias aéreas superiores (do nariz e da garganta). 

Existem medidas de prevenção primária, como as vacinas, que estão disponíveis para prevenção das principais causas de meningite bacteriana. Ademias, outras formas de prevenção incluem evitar aglomerações e manter os ambientes ventilados e sempre limpos.

  • Salmonelose – provocada pelas espécies Salmonella entérica e Salmonella bongori.

Esse agente etiológico causa intoxicação alimentar e em alguns casos, pode provocar graves infecções e até mesmo a morte. Assim, a transmissão se dá pela ingestão de alimentos contaminados com fezes de animais, como galinhas, porcos, répteis, anfíbios, vacas e até cachorros e gatos. Desse modo, qualquer alimento que venha desses animais ou que tenha entrado em contato com suas fezes podem ser considerados vias de transmissão da Salmonella.

Os sintomas são semelhantes a outros problemas gastrointestinais, e o diagnóstico é confirmado por meio de exames de sangue e fezes. Consequentemente, os principais sinais e sintomas são diarreia, vômitos, febre moderada, dor abdominal, mal estar geral, cansaço, perda de apetite e calafrios.

Geralmente, o tratamento não requer hospitalização, mas deve ser acompanhado por profissional. Nesse caso, a prevenção deve ser reforçada, por meio da adoção de medidas de controle em todas as etapas da cadeia alimentar, desde a produção agrícola até o processamento, fabricação, preparação e consumo de alimentos, tanto em estabelecimentos comerciais quanto nas residências.

Em casa, as medidas preventivas para Salmonella são semelhantes àquelas usadas contra outras doenças transmitidas por alimentos. Logo, algumas condutas simples podem evitar a contaminação, que incluem o manuseio correto de alimentos, como higiene das mãos antes, durante e depois de preparar ou consumir alimentos. Além disso, evitar consumir alimentos de origem animal mal cozidos e procurar não consumir alimentos em restaurantes e lanchonetes com condições precárias de higiene e conservação.

Doenças causadas por vírus

As doenças causadas por vírus, também conhecidas como viroses, são bastante comuns. Existem viroses que são relativamente simples, como os resfriados, em contrapartida, há aquelas que desencadeiam quadros mais graves, até mesmo sem cura, como é o caso da AIDS.

Agora, confira exemplos de enfermidades causados por vírus:

  1. Catapora – causada pelo vírus Varicela-Zoster.

A princípio, essa infecção é altamente contagiosa e acomete principalmente crianças. Ela causa erupções cutâneas com coceira, sob a forma de vesículas pequenas e elevadas, bolhas ou crostas, e seu diagnóstico é sintomático.

Os casos leves requerem somente tratamento dos sintomas. 

Por ser muito contagiosa, a prevenção consiste em evitar o contato com indivíduos doentes, portanto, o isolamento da pessoa infectada previne a disseminação da infecção.

A vacina faz parte do calendário de imunização do Sistema Único de Saúde e está disponível na Tetra viral, que previne sarampo, rubéola, caxumba e varicela/catapora em suas formas graves.

  1. AIDS – causada pelo vírus HIV.

É uma infecção que destrói progressivamente certos glóbulos brancos do sangue e pode provocar a síndrome da imunodeficiência adquirida (AIDS), que tem como principal característica, destruir a imunidade do indivíduo e abrir espaço para outras infecções oportunistas. 

O HIV é transmitido através do contato com um fluido corporal que contenha o vírus ou células infectadas com o vírus (como sangue, sêmen ou líquidos vaginais). Por certo, o diagnóstico e tratamento exigem orientação e acompanhamento multidisciplinar. 

Os medicamentos antirretrovirais podem interromper a reprodução do HIV, fortalecer o sistema imunológico e, dessa forma, tornar as pessoas menos suscetíveis a infecções oportunistas, mas os medicamentos não conseguem eliminar o HIV.

Ainda não há vacina contra o HIV. Assim sendo, a prevenção consiste num conjunto de medidas, que incluem tratar os portadores da infecção por HIV. Apesar de não ser 100% eficaz, o uso de camisinha reduz significativamente a possibilidade de transmissão por via sexual. 

As superfícies contaminadas pelo vírus HIV podem ser higienizadas facilmente, o vírus fica inativo com o calor e com a ação de desinfetantes.

Para prevenir a transmissão por doação de sangue ou órgãos e tecidos, a triagem de doadores e a triagem de sangue doado para detectar HIV são imprescindíveis.

Mulheres grávidas infectadas pelo HIV podem transmitir o vírus para o recém-nascido, para prevenir, é importante que o pré-natal seja realizado e que o parto ocorra com acompanhamento médico, pois serão tomadas medidas específicas. Vale ainda ressaltar que, após o parto, a amamentação materna não é recomendada (o HIV pode ser transmitido no leite materno).

  1. Dengue – causada pelos vírus DENV-1, DENV-2, DENV-3 e DENV-4.

Sem dúvida uma das doenças infecciosas mais populares, a dengue é transmitida pela picada de mosquitos e provoca febre, dores generalizadas pelo corpo e, se for grave, sangramentos (febre hemorrágica por dengue). De modo geral, os sintomas começam cerca de três a quinze dias após a pessoa ser picada por um mosquito infectado.

A febre hemorrágica por dengue é a forma mais grave e resulta de uma segunda infecção por um vírus da dengue, onde podem ocorrer sangramentos externos e internos. Como consequência da falta de tratamento, a doença pode piorar rapidamente e ser fatal. 

Não há medicamentos antivirais eficazes para a dengue, o tratamento é apenas sintomático e em todos os casos requer acompanhamento profissional.

  1. Febre amarela – causada pelo vírus amarílico.

A doença, que é transmitida por mosquitos infectados, ocorre principalmente em áreas tropicais. Os sintomas incluem cefaleia, tontura, dores musculares e febre. Como consequência do comprometimento do fígado, a pele e os olhos ficam amarelados (icterícia), e pode ser mortal se comprometer gravemente os órgãos internos.

O tratamento é sintomático e precisa de acompanhamento médico. Todavia, a vacinação, que é disponibilizada pelo SUS, é a melhor forma de prevenção.

Doenças causadas por fungos

Algumas enfermidades provocadas por fungos são bastante conhecidas pela população em geral. O que muitos não sabem é que, apesar de aparentemente inofensivas, podem causar problemas graves quando aliadas à imunidade baixa. 

Existem mais de 100 espécies de fungos que podem causar infecções no ser humano. Confira algumas das doenças.

  1. Pitiríase Versicolor (Pano branco) – causada pelo fungo Malassezia furfur.

Também conhecida como micose de praia, se manifesta em manchas arredondadas na pele, na maioria das vezes, de cor clara, uma vez que o fungo impede a produção de melanina quando a pele é exposta ao sol. 

O tratamento é feito com cremes ou loções a base de antifúngicos e requer orientação médica. A prevenção é feita por meio da utilização de roupas leves, arejadas e, preferencialmente, de tecidos não sintéticos.

  1. Candidíase – causada por fungos da família Candida.

A família é composta por várias espécies, sendo a mais comum Candida albicans, que apesar de habitar naturalmente o corpo humano, pode causar diversos tipos de infecção no organismo, sobretudo quando a imunidade está prejudicada.

Afeta principalmente dobras da pele, como virilhas, axilas e entre os dedos das mãos e dos pés, como também as unhas, e pode atingir mucosas, como boca, esôfago, vagina e reto. Em casos extremos, a infecção pode se agravar a ponto de se disseminar pela corrente sanguínea a atingir órgãos como pulmões, coração ou rins.

O tratamento para candidíases superficiais, como as de pele e mucosas, é feito principalmente com pomadas antifúngicas. Entretanto, nos casos graves pode ser necessário o uso de antifúngicos orais ou endovenosos. Em todos os casos é necessário avaliação médica. A manutenção de uma boa nutrição e imunidade alta parecem ser as melhores formas de prevenção.

  1. Aspergilose – causada pelo fungo Aspergillus fumigatus

Trata-se de uma infecção que afeta principalmente os pulmões, pode provocar alergias ou atingir outras regiões das vias respiratórias, causando sinusites ou otites.

O fungo é comumente encontrado no ambiente, até mesmo dentro de casa, em ambientes úmidos, como cantos da parede ou banheiros. Em consequência da invasão dos pulmões através da respiração, provoca lesões que podem causar tosse, falta de ar, e em casos mais graves, perda de peso e febre.

O tratamento para aspergilose precisa de acompanhamento médico, pois é feito com antifúngicos potentes. A prevenção se baseia em medidas de higiene ambiental.

  1. Criptococose – causada por fungos do gênero Cryptococcus.

Trata-se de uma micose sistêmica que, dependendo do caso, pode ser letal. A infecção oportunista por este fungo representa risco, principalmente para indivíduos com imunidade comprometida. Os sintomas podem incluir febre, fraqueza, dor no peito, rigidez de nuca, dor de cabeça, náusea, vômito, sudorese noturna, confusão mental, alterações de visão, comprometimento ocular, pulmonar e ósseo.

O fungo vive, principalmente, em matéria orgânica morta presente no solo, em frutas secas, cereais e nas árvores. Também é encontrado nas fezes de aves, principalmente dos pombos. 

O tratamento dependerá da forma clínica de cada paciente e é feito mediante internação. Sobretudo, a prevenção exige medidas específicas de higiene dos locais onde há criação de aves ou aglomeração de pombos.

Cenário atual

Apesar de todos os esforços empenhados no Brasil e no mundo, como o desenvolvimento de pesquisas, vacinas e medicamentos, e do amplo conhecimento sobre as principais doenças causadas por micro-organismos, elas ainda são de grande incidência. Em suma, a informação continua a ser uma das principais armas para a prevenção e o controle desses males. Deixe seu email abaixo e receba este conteúdo e atualizações dos nossos conteúdo que te deixaram por dentro.

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