Controle do mosquito da dengue em condomínios e empresas

Por Equipe técnica Maxmaq · Atualizado em

Agente de campo mostra a uma moradora a armadilha instalada no quintal da casa

Onde o Aedes se cria no condomínio e na planta

A fêmea do Aedes aegypti põe ovos em qualquer recipiente que acumule água, segundo o Ministério da Saúde. Num condomínio, isso inclui ralos e canaletas, calhas, pratos de vasos, bandejas de ar-condicionado, tampas e caixas mal vedadas, lonas que juntam água e pneus. Numa empresa ou indústria, entram ainda o entulho, a sucata, os paletes com lona e as áreas de carga.

A vistoria semanal do que acumula água é a medida de base: o Ministério lembra que uma ação semanal de controle mecânico pode interromper o ciclo do mosquito.

O programa

O programa da Maxmaq é contínuo e tem etapas fixas:

  1. Diagnóstico. Visita ao imóvel para mapear os pontos de risco e definir onde ficam as armadilhas.
  2. Eliminação de criadouros. A Maxmaq faz a eliminação e a manutenção dos criadouros das áreas comuns, conforme o escopo contratado, ou treina a equipe do condomínio ou da empresa para fazer, com lista dos pontos a corrigir.
  3. Armadilhas. Armadilhas de monitoramento, que mostram onde o mosquito está, e armadilhas de controle, como a Biotraps, instaladas e repostas pela equipe.
  4. Monitoramento na plataforma. Índices por ponto e por visita, mapa e relatório, na plataforma de monitoramento.
  5. Visitas no mínimo mensais. O ciclo recomeça a cada visita, e o controle químico entra só quando o monitoramento indica.

O desenho completo, que vale também para órgãos públicos, está em manejo integrado de vetores e pragas.

O relatório e o comprovante

Painel da plataforma de monitoramento com mapa de calor e índices por bairro

Cada serviço gera um comprovante de execução, exigido pelo art. 19 da RDC 622/2022 da Anvisa, com a identificação do contratante, o endereço, as pragas-alvo, a data, o período de assistência, o grupo químico, o produto e a concentração, as orientações, o responsável técnico com o registro no conselho, o telefone do centro de informação toxicológica e os dados e as licenças da empresa.

O relatório ao síndico ou ao gestor reúne os índices das armadilhas, os pontos corrigidos, as ações executadas e o efeito delas ao longo das visitas. Em prédios de uso coletivo, comercial ou de serviços, a empresa também afixa os cartazes do art. 20, que informam o serviço executado.

O que o síndico ou o gestor faz

  • Define com a Maxmaq quem cuida dos criadouros das áreas comuns (ralos, calhas, vasos, bandejas e caixas): a Maxmaq, dentro do contrato, ou a equipe do condomínio, treinada por ela. A divisão é decidida caso a caso.
  • Comunica os moradores ou funcionários sobre as visitas e sobre o que eles podem eliminar em casa ou na estação de trabalho.
  • Libera o acesso aos pontos do programa, inclusive caixas d’água, casas de máquinas e áreas técnicas.
  • Guarda os comprovantes de cada visita, que são a prova do serviço.

O artigo Dengue em condomínio: checklist do síndico e modelo de comunicado traz a lista semanal e o texto do aviso.

Licença da empresa

A Maxmaq é empresa especializada em controle de vetores e pragas urbanas. A licença sanitária municipal de Belo Horizonte nº 2025100066 e a AFE Anvisa nº 3.15269-5 constam no rodapé do site. O que a norma exige da empresa, e o que o contratante deve conferir, está em RDC 622/2022: o que exige e de quem.

Um dado de apoio

No painel de arboviroses da Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, em 2026, os imóveis comerciais tiveram mais focos registrados (24.624) do que as residências (16.747). Os dados são parciais, estavam atualizados em 7 de outubro de 2026 e foram consultados em 8 de outubro de 2026. O número depende de onde a vigilância procura, já que os pontos estratégicos costumam ser comerciais, e mostra que empresas também são lugar de foco, sem comparar risco entre os dois tipos de imóvel.

Perguntas frequentes

Precisa contratar empresa licenciada?

Sim. O art. 5º da RDC 622/2022 diz que a contratação de controle de vetores e pragas urbanas só pode ser feita com empresa especializada, e o art. 3º define essa empresa como licenciada pelos órgãos de saúde e de meio ambiente. A licença sanitária da Maxmaq está no rodapé do site.

Com que frequência o serviço é feito?

A RDC 622/2022 fala em periodicidade minimamente mensal para as ações de prevenção e correção, de monitoramento, de aplicação ou de ambas. O programa define o intervalo de cada visita conforme o imóvel.

Quem cuida dos criadouros das áreas comuns?

Depende do contrato, definido caso a caso na proposta. A Maxmaq pode fazer a eliminação e a manutenção dos criadouros das áreas comuns dentro do programa, conforme o escopo contratado, ou treinar a equipe do condomínio ou da empresa para fazer, e então a responsabilidade entre as visitas passa a ser deles. Dentro das unidades, o morador ou proprietário cuida do que é seu, sob orientação do agente de saúde.

Usa produto químico perto de moradores?

O programa começa pela inspeção, pela eliminação de criadouros e pelas armadilhas, e o controle químico entra quando o monitoramento indica. Quando há aplicação, a RDC 622/2022 pede cartazes nos prédios de uso coletivo, com data, produto, grupo químico, telefone do centro de informação toxicológica e licenças (art. 20).

O que o síndico recebe a cada visita?

O comprovante de execução do art. 19 da RDC 622/2022, com as pragas-alvo, a data, o período de assistência, o grupo químico, o produto e a concentração, as orientações, o responsável técnico e os dados e as licenças da empresa, além do relatório do programa.

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