Manejo integrado de vetores: armadilhas, monitoramento e software num serviço só
Por Equipe técnica Maxmaq · Atualizado em

O que é manejo integrado (MIV, MIP e MIA)
Para a OMS, o manejo integrado de vetores (MIV) é um processo racional de decisão para usar com mais eficiência os recursos de controle de vetores (Handbook for Integrated Vector Management, OMS, 2012). No Ministério da Saúde, os sistemas locais de saúde se orientam pelo MIV, num ciclo de análise da situação, planejamento, execução, monitoramento e avaliação (vigilância e controle do vetor).
MIP é o nome que prédios, empresas e condomínios usam para o controle integrado de vetores e pragas urbanas, serviço regulado pela RDC 622/2022 da Anvisa. MIA, manejo integrado do Aedes, vem do inglês Integrated Aedes Management (Roiz e colegas, PLoS Neglected Tropical Diseases, 2018).
Para ir mais fundo, veja os artigos sobre manejo integrado de vetores, manejo integrado de pragas urbanas, a diferença entre MIV, MIP e MIA e o manejo integrado do Aedes aegypti.
Para quem
- Órgãos públicos, municípios e consórcios: programa no território, com vigilância entomológica e controle de endemias.
- Universidades e institutos: o campus como território, com a mesma lógica de monitorar e decidir por indicador.
- Empresas, indústrias e centros logísticos: programa contínuo na planta, com registro de cada visita.
- Condomínios e prédios comerciais: programa no imóvel, com visitas no mínimo mensais. Veja controle do Aedes em condomínios e empresas.
Como funciona

O manejo integrado é um ciclo. Monitorar mostra onde o mosquito está. Analisar transforma a contagem em índices e mapas. Agir combina o que o caso pede, do que é mais simples (eliminar criadouros) ao que é mais forte (larvicida e bloqueio com UBV). Avaliar mede o efeito e ajusta o projeto, e o ciclo recomeça.
O diagrama mostra os quatro passos do ciclo e, na faixa de baixo, o que a Maxmaq põe em campo: projeto e implantação, armadilhas de monitoramento e de controle, plataforma de monitoramento, equipe de campo e laboratório, frota UBV e relatórios ao gestor.
O que a Maxmaq entrega
Diagnóstico e projeto
Área, objetivo, rede de armadilhas, metas e cronograma, definidos antes de instalar o primeiro ponto.
Armadilhas instaladas
Os tipos certos para monitorar e para controlar, instalados e georreferenciados pela equipe.
Plataforma de monitoramento
Painel com os índices por área e semana, mapas das áreas prioritárias, mapas de calor, aplicativo de campo e relatórios ao gestor, com acesso do contratante, configurados para cada projeto.
Coleta, leitura e manutenção
Troca de palhetas, de refil e de atrativo, e leitura das amostras, nos ciclos que o projeto prevê.
Análise e relatórios
Índices por área e semana, áreas prioritárias e o efeito das ações, em relatório para o gestor.
Ações de controle
Orientação para eliminar criadouros, armadilhas de controle, larvicida e bloqueio com a frota UBV quando há casos.
Capacitação
Agentes de endemias e equipe do contratante, para operar a rotina de monitoramento.
Avaliação e ajuste
Comparação dos índices antes e depois e revisão do projeto a cada ciclo.
Armadilhas: cada uma com a sua função
- Ovitrampa: monitora pelos ovos, no padrão do Ministério da Saúde.
- Armadilha de captura de adultos: captura e mede as fêmeas, permite identificar a espécie e pesquisar vírus em laboratório.
- Armadilha com atraente ou CO2: atrai a fêmea com isca química ou gás carbônico; mais usada em vigilância e pesquisa.
- Armadilha letal de oviposição: a fêmea pousa para pôr os ovos e morre ao encostar no inseticida; é controle.
- Estação disseminadora de larvicida: a fêmea leva o larvicida a outros criadouros; é controle de criadouros difíceis de achar.
Veja a função de cada uma em armadilhas para o Aedes aegypti.
Plataforma de monitoramento

A Maxmaq usa uma plataforma de monitoramento própria, configurada para cada projeto: aplicativo de campo com georreferenciamento, rede de armadilhas georreferenciada, painel com os índices por área e semana, mapas das áreas prioritárias e mapas de calor, relatórios ao gestor e acesso do contratante. Veja como entra no serviço em monitoramento do Aedes aegypti.
Base técnica e normas
O serviço segue a OMS (2012), a estratégia da OPAS para arbovírus 2026 a 2035, cuja linha 4 é modernizar o manejo integrado de vetores, a vigilância e o controle do vetor do Ministério da Saúde, a Nota Técnica nº 3/2025 (monitoramento com ovitrampas) e, em imóveis, a RDC 622/2022 da Anvisa.
Como contratar

No setor público, a contratação costuma ser por pregão, ata de registro de preços ou contrato de consórcio, com o objeto descrito nos termos que a saúde pública usa: monitoramento entomológico, armadilhas, plataforma digital e controle. Veja as modalidades em compras públicas.
No setor privado, o contrato é contínuo, com visitas no mínimo mensais e comprovante de execução a cada serviço (RDC 622/2022, arts. 3º e 19).
Cada projeto é dimensionado pela área, pelo objetivo e pelo prazo, e a proposta sai depois da conversa com o especialista.
Perguntas frequentes
MIV, MIP e MIA são a mesma coisa?
Seguem a mesma lógica: monitorar, decidir por indicador e combinar métodos, com o controle químico por último. MIV é o termo da saúde pública, usado pela OMS e pelo Ministério da Saúde. MIP é o nome mais usado em prédios, empresas e condomínios. MIA é o manejo integrado com foco no Aedes aegypti.
O que entra num projeto de manejo integrado?
Diagnóstico da área, projeto, armadilhas de monitoramento e de controle, plataforma de monitoramento, coleta e leitura, análise com relatórios e mapas, ações de controle e avaliação. O projeto define o que entra em cada caso.
O fumacê faz parte do manejo integrado?
Sim, como controle químico complementar. O Ministério da Saúde orienta o UBV com adulticida para o bloqueio de transmissão, quando há casos, e prioriza as medidas não químicas no resto do tempo.
O que o contratante recebe?
Relatórios periódicos com os índices por área e semana, mapas, as ações executadas e a avaliação do efeito, além do acesso à plataforma de monitoramento.
A Maxmaq atende empresas, universidades e condomínios?
Sim. Em imóveis, o programa segue a RDC 622/2022 da Anvisa: ações de monitoramento ou de aplicação no mínimo mensais e comprovante de execução a cada serviço.
Como um município ou consórcio contrata?
Por pregão, ata de registro de preços ou contrato de consórcio, com o objeto descrito nos termos da saúde pública. A página de compras públicas reúne as modalidades.
Fale com a equipe da Maxmaq
Conte o equipamento e o órgão. A proposta sai com a configuração, o prazo e os documentos de compra.
